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Fintechs: ecossistema brasileiro

Fintechs: ecossistema brasileiro

Fintechs: ecossistema brasileiro

Caso você já tenha lido os artigos anteriores da nossa série sobre fintechs, você já sabe o que elas são e como elas estão inseridas no nosso país. Mas você sabe quais são os órgãos que fazem parte desse sistema?

As startups são as empresas do momento. Com foco na solução de problemas de clientes e auxiliados pela tecnologia, essas empresas são protagonistas em um cenário de inovação. É possível que tais empresas tenham sucesso operando sem ajuda externa? É desafiador, mas possível. Entretanto, operar em um ambiente favorável, na presença de um sistema estruturado, aumenta a chance de prosperidade das mesmas.

E nada disso é diferente para as fintechs. Por atuarem em um mercado fortemente regulado, a presença de um ecossistema desenvolvido auxilia no suporte e alavancagem dessas empresas, uma vez que elas enfrentam os desafios comuns a qualquer startup.

Lançada em outubro de 2016, a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) é um grupo de fintechs brasileiras que tem como principais objetivos representar o crescente grupo de empresas desse tipo perante aos órgãos reguladores, gerar oportunidades de negócios e proporcional impacto social através da inovação e empreendedorismo. A associação, que tem como diretor um dos sócios fundadores do URBE.ME, Paulo Deitos, visa dar suporte ao crescimento do segmento de fintechs, além de ampliar o mercado dessas empresas. No mesmo ano, algumas fintechs de crédito digital se uniram para fortalecer tal setor. Com o propósito de aumentar a eficiência e desenvolver boas práticas, formaram a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), lançada oficialmente em novembro. Já no setor de crowdfunding, algumas fintechs – incluindo o URBE.ME – se uniram em 2014 para formar a Associação de Equity Crowdfunding, ou apenas Equity, buscando maior representatividade e um ambiente mais favorável em tal setor. A Equity visa facilitar e multiplicar o equity crowdfunding no Brasil, de forma a fortalecer o ecossistema empreendedor do país.

Por sua vez, os órgãos reguladores compreendem o movimento e têm buscado desenvolver ações para incentivar a inovação em ambientes regulados e seguros. O Banco Central tem procurado encorajar o desenvolvimento de iniciativas fintech, estimulando a concorrência. Por outro lado, o BC é vigilante a respeito de inovações para que as mesmas não ameacem a segurança do sistema. De forma parecida a do Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) criou, em junho de 2016, um núcleo de inovação em tecnologias financeiras, com o objetivo de acompanhar o movimento das fintechs. Como consequência da interação entre a CVM e a Associação de Equity Crowdfunding, foi realizada uma proposta para regulamentação de investimentos realizados por meio de plataformas de financiamento coletivo que deve entrar em vigor ainda em 2017. Por outro lado, por entender que as fintechs trazem modelos inovadores, porém ainda estão em fase inicial, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) ainda não desenvolveu uma estrutura de acompanhamento e interação com as fintechs que estão entrando no mercado de seguros.

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