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Entrevista com Ricardo Ely, da incorporadora RottaEly

Entrevista com Ricardo Ely, da incorporadora RottaEly

Entrevista com Ricardo Ely, da incorporadora RottaEly

A construtora RottaEly buscou inovar em processos ao preparar o lançamento do edifício Libres em Porto Alegre. Esse é um dos primeiros empreendimentos do Brasil a fazer uso da plataforma de crowdfunding imobiliário do URBE.ME e o primeiro a trazer rendimento aos investidores. A aposta recebeu destaque no Sinduscon Premium, iniciativa que homenageia e reconhece empresas, marcas, pessoas e instituições que se destacam ou contribuem para o desenvolvimento do setor da construção civil.

O URBE.ME oportuniza que qualquer pessoa seja um investidor num dos segmentos mais sólidos e rentáveis do Brasil, a construção civil. Através do conceito de investimento coletivo, a plataforma na internet possibilita investimentos em empreendimentos imobiliários a partir de R$ 1 mil, aproximando as pessoas de um mercado que, até então, ficava restrito a grandes investidores.

 

A iniciativa da RottaEly, ao buscar o URBE.ME para captação de capital em fase inicial do empreendimento, venceu o Sinduscon Premium 2017. Por que isso é inovador para o mercado imobiliário?

A viabilização de qualquer empreendimento imobiliário passa obrigatoriamente pela necessidade de capital para equacionar o fluxo de caixa. Apesar de existir uma grande atratividade para investimento, existem poucas alternativas para que as empresas possam acessar capital nas fases iniciais dos projetos. Usar uma fintech pulverizando e democratizando o investimento é uma tendência inovadora que pode alavancar projetos consistentes. A RottaEly foi a primeira construtora a fazer isso aqui no Rio Grande do Sul e também a possibilitar a entrada de diferentes investidores no restrito mercado imobiliário.

 

O que motivou a Rotta Ely a buscar o URBE.ME?

A RottaEly tem um DNA muito forte de uma empresa jovem e inovadora. Entendemos que tínhamos que abordar e mostrar atratividade a novos investidores também de forma diferenciada. Desde o início, nos identificamos com o financiamento coletivo e acreditamos no modelo do URBE.ME. A ideia era, através de um financiamento coletivo,  ajudar na equação financeira do empreendimento e possibilitar uma emissão pública sem os custos que inviabilizam empresas pequenas e médias de acessarem o mercado de capitais.

Apesar de existir uma grande atratividade para investimentos no mercado imobiliário, existem poucas alternativas para que as empresas possam acessar capital nas fases iniciais dos projetos. A regulamentação para distribuição de investimentos é extremamente restritiva, o que praticamente inviabiliza as pequenas e médias incorporadoras a captarem investimentos, mesmo com rentabilidade e segurança acima de outras opções do mercado financeiro. A utilização de uma plataforma digital de investimento coletivo foi o canal que tornou viável a participação do pequeno e médio investidor diretamente no empreendimento Libres, mesmo antes de seu lançamento.

 

No case, vocês apresentam uma realidade de esgotamento do modelo do crédito imobiliário. Considerando isso, qual é o novo momento do mercado?

O atual modelo de funding para crédito imobiliário ainda é muito dependente da captação de poupança, uma vez que os bancos são obrigados a direcionar parte significativa destes recursos para credito imobiliário.  O esgotamento do modelo de crédito imobiliário passa pela taxa de juros elevada, mas também temos que levar em conta um movimento de conscientização e educação financeira para busca de novas alternativas de produtos financeiros, inclusive fora dos bancos (a chamada “desbancarização” também dos investimentos) e a eliminação de intermediários fica clara a tendência que o mercado imobiliário terá de obter seus recursos cada vez mais do mercado de capitais e menos do mercado de crédito. A grande questão é que uma emissão pública para investimento diretamente em um empreendimento é extremamente regulada e tem um custo que inviabiliza pequenas e médias empresas de acessarem este mercado de capitais. O novo momento é este, de utilizar a criatividade e a inovação para buscar fontes alternativas de investimentos no mercado imobiliário.

 

URBE.ME possibilita que mais pessoas possam participar do mercado imobiliário que historicamente é um mercado de investimento bastante restrito. O que isso pode provocar como transformação?

A regulamentação para distribuição de investimentos é extremamente restritiva, o que praticamente inviabiliza as pequenas e médias incorporadoras a captarem investimentos, mesmo com rentabilidade e segurança acima de outras opções do mercado financeiro. A utilização de uma plataforma digital de investimento coletivo torna viável a participação do pequeno e médio investidor além de ser uma fonte importante de viabilização de empreendimentos e menos dependência do mercado de credito tradicional. Sem dúvida, o URBE.ME é uma plataforma disruptiva que já está causando uma grande transformação no mercado imobiliário.

 

Citando o case: “Em pouco mais de 60 dias, as cotas ofertadas através da plataforma foram totalmente adquiridas, gerando um funding de R$ 2.800.000,00, através 145 investidores com um custo médio de capital abaixo das linhas de crédito tradicionais”. Vocês esperavam toda esta movimentação via web?

Não esperávamos um retorno tão grande porque não tínhamos comparações, já que fomos pioneiros na iniciativa. Mas a parceria Rotta Ely e URBE.ME mostrou que podemos pensar em voos ainda mais maiores.

 

A Rotta Ely saiu na frente ao buscar o URBE.ME. Quais as próximas apostas da empresa para o mercado imobiliário?

Assim como o URBE.ME, temos que estar sempre a frente buscando inovação e diferencias em tudo que fazemos. Nosso negócio não é empilhar tijolos e sim o desenvolvimento de projetos que resultam em produtos com alto padrão de qualidade e na transformação da paisagem da região onde estão inseridos.

Em 2017, estão no planejamento da empresa, um lançamento de alto padrão no bairro Menino Deus, e na sequência dois projetos residenciais no bairro Petrópolis, sendo um deles no eixo da nova Carlos Gomes. Com esses novos produtos que serão lançados vamos totalizar 416 unidades, com um VGV que chegará a R$ 300 milhões.

 

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