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Crowdfunding de investimento: como isso pode influenciar pequenos negócios?

Crowdfunding de investimento: como isso pode influenciar pequenos negócios?

Crowdfunding de investimento: como isso pode influenciar pequenos negócios?

Crowdfunding já não é mais novidade. Faz um bom tempo que acompanhamos um movimento interessante de pessoas ajudando outras a alcançarem realizações próprias por identificação com o propósito apresentado em suas propostas. E pode ser uma contribuição para que determinado show aconteça na cidade, para que um artista lance um novo álbum, por uma causa social ou para que uma ideia saia do papel.

A dinâmica funcionou e, em 2011, o mercado conheceu o CrowdCube, um site inglês de equity crowdfunding que já captou mais de US$ 62,5 milhões para investimentos em pequenos negócios. E isso deu início a uma revolução nos modelos de negócios, especialmente no que diz respeito à questão dos investimentos utilizados pelos empreendedores até aí. O equity crowdfunding estabelece novas relações entre quem investe e quem recebe investimentos, trazendo “novos players” que podem ser, simplesmente, qualquer pessoa.

No Brasil, este tipo de plataforma de financiamento coletivo existe desde 2013 e também permite que qualquer pessoa possa investir em negócios em troca de uma remuneração ou participação no negócio. E não precisam ser valores altos. No URBE.ME, por exemplo, os investimentos partem de R$ 1 mil.  A coisa está crescendo de uma forma tão expressiva que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais, ao notar que este é um caminho sem volta, já regulou a modalidade de investimento, trazendo ainda mais segurança para estas operações.

O que você precisa saber sobre o equity crowdfunding?

Se quer investir. Já pensou em investir no próximo Facebook ou em um grande edifício que esta sendo construído do lado da sua casa? É isso que o equity crowdfunding permite: você participa de investimentos que antes eram extremamente restritos. Você pode investir até R$ 10 mil por ano nesta modalidade – dá para investir mais  declarando que o seu investimento representa 10% do seu patrimônio ou renda anual. E é seguro? Sim. A CVM tem olhado mais para esse mercado. Para trazer confiança neste tipo de investimento, a comissão criou uma série de obrigações para as empresas que estão captando, como prestações de contas semestrais e punições, caso informem (tanto na captação como na prestação de contas) dados inconsistentes ou incorretos. Então, o investidor pode ir acompanhando de perto o que está acontecendo com o seu dinheiro. Mas é importante lembrar que você tem que analisar bem os projetos e lembrar que este tipo de investimento tem rentabilidades variáveis e que, em alguns casos, pode se perder o valor investido.

Se quer empreender. Se você é um empreendedor, saiba que agora é possível captar recursos para o desenvolvimento ou crescimento do seu negócio de uma forma diferente com custos muito menores que os encontrados hoje no mercado. Em troca, só exigem que você aceite “novos sócios” no seu negócio e que você tenha uma obrigação de prestação de contas com estes investidores.

É uma boa forma de investir?

Esta nova modalidade de investimento abre a possibilidade que qualquer um invista em projetos (de empresas ou imobiliários) que antes não eram acessíveis ao público em geral, o que é muito interessante, pois possibilita uma nova forma de geração de riqueza para os investidores. Claro que (como tudo!) tem seus riscos. Por isso, é bem importante verificar a análise de viabilidade do projeto e a análise de riscos. Outra vantagem deste tipo de investimento é que não há taxas de administração do investimento e nem custo de manutenção. Além, claro, de ser tudo online, feito direto do seu computador.