,

Mercado Imobiliário depois das Eleições

Mercado Imobiliário depois das Eleições

Mercado Imobiliário depois das Eleições

Visitamos a Incorporadora Longitude para conversar com Guilherme Bonini, sócio e diretor executivo da empresa, para conversar mais sobre o mercado imobiliário e os possíveis cenários para os próximos anos.

Confira um pedaço da nossa conversa:

 

O cenário que nós estamos enxergando hoje, internamente, é um cenário totalmente atrelado à confiança. Confiança do consumidor rege o mercado, não adianta.

Então quando nós começamos a analisar o que está acontecendo, as perspectivas que estamos enxergando, com a equipe econômica que o governo está colocando nos possíveis ministérios, isso nos deixa muito mais tranquilos com as perspectivas dos próximos anos.

Também faz com que a gente enxergue, principalmente no mercado do Minha Casa Minha Vida (MCMV), que todo o mecanismo dele continuará. Esse objetivo de cunho social e de cumprir com a demanda que existe de déficit habitacional deve continuar e que o programa vai perpetuar. Alguma mudança de regra pode acontecer no meio do caminho, só que essas mudanças de regras, pelo que a gente tem entendido, são mudanças bem sutis. São mudanças que não vão acabar com alguma faixa do programa ou algo parecido. O que pode ter é uma escassez de funding (dinheiro para construir) para cada faixa.

O que nós enxergamos no mercado hoje em dia é que ele vai continuar, principalmente na Faixa 2, que possui um subsídio um pouco menor para a compra. Essa faixa não deve mudar praticamente nada no cenário dos próximos 2 a 3 anos. Hoje em dia 80% dos nossos produtos são Faixa 2, o que nos deixa bastante confiantes.

O MCMV é um mercado que hoje já está indo bem. Se nós olharmos as principais construtoras do segmento popular, são as que crescem todo ano, apesar da crise. Elas batem recordes atrás de recordes todos os anos. Então mesmo o mercado melhorando e abrindo oportunidades em outros segmentos, como médio e alto padrão, o baixo padrão ainda vai ter essa demanda reprimida devido ao grande déficit habitacional que existe no país.

As perspectivas para o segmento de baixo padrão para o futuro são muito boas e nós estamos muito confiantes nisso. Tanto que estamos investindo cada vez mais nesse setor justamente para colher bons resultados ao longo dos próximos anos.