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Retrofit: O que é, como funciona e tendências

Retrofit

Retrofit: Entenda o cenário e evolução desta técnica dentro do cenário nacional por meio de um material exclusivo da URBE.ME

Na maioria das grandes cidades, o espaço para novas construções vem se tornando cada vez mais limitado e afastado dos grandes centros, enquanto as próprias cidades encontram dificuldades para continuar crescendo.

Nesse cenário, o Retrofit surge como uma das alternativas que podem mudar grande parte do mercado imobiliário, permitindo uma reabilitação de imóveis existentes para fins residenciais e comerciais.

Em virtude da sua importância para o futuro do mercado imobiliário, iremos explicar em detalhes neste conteúdo o que é o Retrofit, como ele funciona e quais são suas tendências para o futuro. Veja:

O que é o Retrofit?

Entendendo a história do Retrofit

Por que fazer Retrofit?

Como o Retrofit funciona?

Vantagens do Retrofit

Retrofit: como o mercado enxerga essa solução?

O futuro do Retrofit

Conclusão

O que é o Retrofit?

O Retrofit é uma técnica construtiva que possui o objetivo de revitalizar construções antigas, que estão obsoletas dentro do mercado.

Assim, o espaço pode ser modernizado, tendo sua infraestrutura revisitada sem que haja a necessidade de transformá-lo por completo. Ou seja, muitos dos seus elementos originais serão mantidos.

Na prática, a empresa responsável pelo Retrofit — e seus profissionais — irão realizar um novo projeto em um determinado imóvel, mantendo seus conceitos, mas trazendo para ele novos usos, tecnologias, soluções e materiais.

Porém, é preciso entender porque hoje o Retrofit se faz necessário e nós acreditamos que a única forma de se fazer isso é entendendo todo o histórico do mercado imobiliário e do desenvolvimento das cidades como um todo.

Entendendo a história do Retrofit

a história do retrofit

Durante muitos anos, o grande foco das cidades esteve direcionado ao seu crescimento e, por conta disso, a expansão e criação de bairros, ruas e imóveis foi uma prioridade.

Isso naturalmente permitiu que grandes capitais e metrópoles conseguissem se tornar ainda mais populosas, o que alimentou toda a cadeia econômica da cidade, afinal:

Mais imóveis > mais pessoas > maior necessidade de consumo > mais empresas > crescimento econômico.

Por mais que a conta seja simples, ela passou a gerar algumas lacunas. E nós vamos explicá-las a seguir:

O mercado imobiliário passou a focar apenas em lançamentos

Com a necessidade de expandir, o mercado viu no lançamento de novos empreendimentos a sua maior possibilidade de lucro.

Até porque, com uma cidade em expansão e novas pessoas chegando, era necessário que novos imóveis fossem desenvolvidos.

Entretanto, isso criou um problema cultural no mercado imobiliário brasileiro, que passou a enxergar apenas os novos empreendimentos e tirar de sua zona de atenção as construções já existentes.

A obsolescência de imóveis aumentou

Conforme comentamos, o mercado se direcionou aos lançamentos imobiliários e isso ocasionou em uma busca desenfreada por novas formas de chamar atenção. A somatória desse fator com o desenvolvimento tecnológico foi uma só: a obsolescência dos imóveis construídos anteriormente.

Mas, na prática, o que isso quer dizer?

Isso quer dizer que os imóveis que foram construídos se tornaram cada vez mais antigos em relação à infraestrutura, tecnologia, segurança e até mesmo soluções arquitetônicas.

Como resultado, os consumidores migraram desses imóveis para as novas opções disponíveis no mercado, o que resultou na subutilização dessas instalações. Ora residenciais, ora estacionamentos, ora comerciais… uma variedade imensa!

Às regiões que estiveram na vanguarda do desenvolvimento imobiliário ficaram para trás

E, por fim, esses imóveis subutilizados, na maioria das vezes, fazem parte de zonas centrais das cidades e bairros, justamente por serem elas as primeiras a serem desenvolvidas.

Ou seja, as principais zonas das cidades passaram a contar com imóveis vazios, prejudicando o valor de mercado, a segurança e até mesmo a beleza desses locais.

Além disso, essas regiões são as zonas mais providas de infraestrutura e transporte, o que facilitaria de forma significativa a vida de toda a população que poderia habitar naquele lugar.

Em outras palavras, os impactos de todo esse cenário vão além das fachadas e do cenário econômico, alcançando também a vida de cada uma das pessoas que vivem na cidade.

Por que fazer Retrofit?

Por conta de toda essa situação que explicamos, é natural que haja o questionamento sobre a viabilidade de se investir no Retrofit.

Afinal, se todas essas instalações são obsoletas em nível de mercado, não é muito mais fácil realizar uma demolição?

Bem, quando analisamos isso, precisamos levar em consideração diversos fatores, como:

  • A importância histórica e social dos imóveis;
  • A viabilidade de processos de demolição em grandes centros;
  • O impacto ecológico gerado por uma nova construção.

Na maioria dos casos, todos esses fatores apontam para o Retrofit como uma solução mais inteligente e eficaz quando o assunto são imóveis abandonados ou ultrapassados.

Como o Retrofit funciona?

como o retrofit funciona

Na prática, como comentamos, o Retrofit funciona por meio da implementação de um novo projeto sobre um imóvel já construído, respeitando-se os seus conceitos e adicionando novas tecnologias, materiais e soluções para que ele esteja preparado para um determinado fim.

Para isso, uma empresa especializada deve adquirir o imóvel e, em contato com a prefeitura, aprovar todos os documentos, plantas e projetos necessários para que isso seja feito.

Ao final do processo, o imóvel finalizado poderá ser comercializado ou utilizado para um determinado fim.

Ainda assim, é comum que surjam dúvidas relacionadas ao Retrofit, como, por exemplo:

Qual a diferença entre reforma e retrofit?

A reforma não possui o objetivo de que se mantenham as características originais de um imóvel.

Em contrapartida, o retrofit busca preservar as características originais do imóvel e modernizá-lo dentro do possível.

O que é um retrofit de fachada?

O retrofit de fachada é qualquer modificação ou adição realizada no sistema de fachada para responder às condições ambientais e ao bem estar dos ocupantes.

Vantagens do Retrofit

Primeiramente, pode-se dizer que uma das principais vantagens do Retrofit é o reaproveitamento de edifícios com grandes qualidades arquitetônicas e, na maioria dos casos, uma ótima localização.

Afinal, por estarem localizados em áreas urbanas já consolidadas, possuem infraestrutura já fornecida e oferecem acesso rápido a pontos importantes na cidade, o que é uma grande vantagem em relação a novos empreendimentos imobiliários localizados no perímetro de grandes cidades. 

Além da qualidade urbanística, a qualidade arquitetônica e as características únicas intrínseca a esses edifícios acabam gerando lançamentos únicos com alto valor agregado. 

Outro ponto em destaque é a economia que o Retrofit proporciona já que, com a alta dos materiais de construção no Brasil, aproveitar uma estrutura já construída traz benefícios econômicos, bem como a maior rapidez na entrega da obra. 

Para o proprietário do imóvel, a requalificação traz uma valorização do bem, tanto no caso de aluguel das unidades, quanto venda ou permuta com incorporadoras ou fundos de investimentos.

Retrofit: como o mercado enxerga essa solução?

Não há como negar que o grande motor do mercado imobiliário nacional ainda é o lançamento de novos imóveis, por conta da própria expansão do mercado brasileiro e das possibilidades que existem.

Contudo, ao longo dos anos, o Retrofit passou a ser uma solução cada vez mais valorizada pelo mercado, principalmente nos grandes centros, pela necessidade de aproveitamento de espaços e revitalização de prédios e grandes estruturas.

Essa tendência deve se manter ao longo dos anos e crescer exponencialmente, sendo uma excelente opção para fundos, empresas e demais pessoas jurídicas envolvidas dentro do mercado imobiliário.

O futuro do Retrofit

o futuro do retrofit

Como comentamos, o Retrofit é uma solução que vem se tornando mais relevante no presente, mas as tendências para o futuro do Retrofit são ainda mais positivas.

De fato, devemos ver um aumento gradual deste tipo de método construtivo que resultará em um boom de imóveis sendo transformados ao longo dos próximos anos e décadas.

Isso deve vir a acontecer em virtude dos seguintes fatores:

Déficit Habitacional

O Brasil conta hoje com um déficit de 5.8 milhões de moradias, entre as quais, 79% se concentram nas famílias de baixa renda.

Isso fará com que o mercado busque cada vez mais por uma expansão a fim de cobrir esse déficit existente. 

O grande ponto é que, dentro das principais cidades, será cada vez mais difícil ter espaço suficiente para se fazer isso. 

Nesse cenário, o Retrofit será um grande aliado de incorporadoras e empresas do setor de construção que desejam continuar investindo no mercado sem precisar lutar em um oceano vermelho de preços pela compra de terrenos.

Crescimento do mercado de aluguel

O mercado de aluguel é maior do que o mercado imobiliário em vários locais do mundo e isso não deve ser diferente no Brasil ao longo das próximas décadas.

Esse é um movimento natural que acontece por conta do custo envolvida na compra de uma propriedade e da condição econômica daqueles que estão inseridos dentro deste mesmo mercado.

Com o crescimento do mercado de aluguel, o Retrofit será uma forma de se aproveitar imóveis bem localizados e com um custo de locação baixo.

Leis de incentivo ao Retrofit

Do mesmo modo, é muito interessante para os governos municipais que suas cidades sejam mais bonitas, seguras e capazes de atrair pessoas, principalmente quando falamos das regiões centrais dos bairros, que costumam possuir imóveis aptos a receberem o Retrofit.

Essas zonas movimentam a economia da cidade e precisam se tornar mais seguras, chamativas e populosas para que haja um incentivo ao consumo e ao desenvolvimento econômico.

Por isso, devemos observar ao longo dos próximos anos novos programas e leis em incentivo ao Retrofit, como a isenção de IPTU, descontos em IR e outras iniciativas, como o Plano Diretor do Centro de Porto Alegre, Reviver RIO e a Lei do Retrofit, em São Paulo.

Busca por soluções ecológicas

Embora as soluções ecológicas ainda não sejam tão valorizadas dentro da construção civil brasileira, entendemos que isso deve mudar ao longo dos anos, pela própria mudança cultural que ocorre atualmente.

A prática do Retrofit como estratégia de intervenção em edifícios subutilizados está alinhada aos desafios globais dos grandes centros urbanos e busca incentivar o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis, visando garantir o acesso da população a habitação, transporte e espaços públicos de qualidade. 

Com a busca por novas soluções ecológicas, é natural que o Retrofit ganhe mais força, por ser capaz de reduzir de forma significativa os gastos de insumos da construção civil.

Conclusão

O Retrofit corresponde a uma solução necessária tanto no presente quanto no futuro para um melhor aproveitamento dos imóveis existentes em nossas cidades. 

Hoje, a concorrência pela aquisição destes mesmos imóveis ainda é baixa em função do baixo nível de maturidade do próprio mercado sobre este tipo de solução.

Mas tudo indica que isso deve mudar nos próximos anos.

Por isso, atentar-se a oportunidades de Retrofit pode ser extremamente vantajoso para muitos players do mercado imobiliário!

Disclaimer: As opiniões, análises e informações contidas nesse artigo não constituem recomendação de investimento, nem tampouco material de oferta para subscrição, compra ou venda de títulos ou valores mobiliários, instrumentos financeiros, cotas em fundos de investimento ou qualquer produto ou serviço de investimentos. Declarações contidas neste artigo relativas às perspectivas dos negócios, projeções de resultados operacionais e financeiros, bem como referências ao potencial de crescimento das companhias citadas, constituem meras previsões. Essas expectativas são altamente dependentes de fatores incertos, como o comportamento do mercado, da situação econômica do Brasil, da indústria e dos mercados internacionais. Portanto, cada declaração aqui escrita está sujeita a mudanças, e não deve ser utilizada como insumo para qualquer estratégia de investimento pessoal ou institucional.

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