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Juros: você sabe o que é?

Está aí uma palavra de “duas caras”: juros podem assustar, mas sabem bem como agradar. A definição de juros é um dos assuntos financeiros de maior representatividade na vida das pessoas. Podemos dizer que os juros são inerentes a nossa vida econômica e não há receio em dizer que todo mundo sabe um pouco sobre juros. Mas, na sua interpretação literal, juros é o rendimento percebido quando emprestamos dinheiro considerando um período determinado e condições estabelecidas em um documento e, às vezes, apenas verbalizadas.

 

Os juros podem exercer dois papéis:

Juros do credor: é o sujeito que tem direito em receber os juros, pois ele emprestou um determinado valor e é justo que seja compensado pelo período que disponibilizou o valor.

Juros do devedor: é quem está do outro lado. Quem faz o empréstimo em dinheiro, ou mesmo na forma de uma compra no crediário, terá que pagar um acréscimo sobre o valor total.

 

E como as taxas de juros são calculadas?

Tudo depende do que foi acordado no contrato, mas normalmente são considerados:

  • O índice de inflação;
  • Riscos dos empréstimos (quanto maior o risco em contrapartida maior os juros);
  • Compensação pela não aplicação do dinheiro em outro investimento;
  • Custos administrativo;

As taxas de juros oscilam dependendo desses fatores e de outros, pertinentes em cada tipo de contrato. Aqui no Brasil, utilizamos a Taxa Selic, instituída pelo Banco Central do Brasil em 1979, inclusive para estabelecer os limites de juros para o comércio.

 

As várias modalidades de juros

Você sabia que existem várias formas de se aplicar os juros e cada uma apresenta um resultado diferente para uma mesma situação? Veja:

  • Juros simples: como o próprio nome diz, é uma taxa definida previamente que incide apenas sobre o valor do empréstimo.
  • Juros compostos: já neste sistema, o percentual da taxa de juros é de acordo com cada período, sendo este novo valor adicionado ao valor inicial para que seja feito um novo cálculo no período posterior, usualmente chamamos de juros sobre juros. Os juros compostos tornaram-se o regime de juros mais comum no sistema financeiro atual.
  • Juros de mora: esse é utilizado quando se atrasa o pagamento, por exemplo. Ele é fixado e a taxa não pode ultrapassar 2%.
  • Juros nominais: as taxas de juros nominais são adequadas para exemplificar os efeitos da inflação em determinado período.
  • Juros reais: neste caso, não existe o efeito da inflação, por isso, ela tende a ser menor que a taxa nominal.
  • Juros rotativos: é o juro que incide sobre o saldo de dívida e normalmente são altos. Um bom exemplo é o juro que incide sobre uma fatura de cartão de crédito que não foi paga integralmente.
  • Juros sobre capital próprio: este é específico para dividendos de empresas. É uma forma de remunerar os acionistas dividindo os juros sobre o capital próprio, pagos a partir dos lucros dos anos anteriores.

 

A força dos juros nos investimentos

As taxas de juros estão entre os influentes mais ostensivos na economia de um país, pois através delas é que se determina onde você e todos os brasileiros irão aplicar seus recursos para manutenção da vida. Mas não apenas isso. Todos os setores produtivos também dependem dela para ditar normas de produção, exportação e importação, além de determinar a demando e nível de investimento.



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Publicado em:Finanças pessoais

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